terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Sugestões para "hora do conto": Luva Seu Lobato, O Lobo e os sete cabritinhos e Os três porquinhos

 frente 
 Avesso

Certa vez havia uma porca que teve três porquinhos. Ela estava velha e não tinha como sustentar a ninhada, então mandou que partissem em busca da sorte.
O primeiro porquinho andou, andou até que encontrou um homem que carregava um feixe de palha, e disse a ele:
“Por favor, camponês, me dê um tanto dessa palha para que eu possa construir minha casinha.”
O camponês, que tinha bom, coração, assim o fez, entregando-lhe uma boa quantidade de palha. O porquinho não perdeu tempo e logo sua casa estava pronta.
Porém, também logo veio um lobo, que bateu à porta e falou:
“Porquinho, porquinho, deixe-me entrar.”
Ouvindo isso o porquinho respondeu:
“Não, não, pelos fios de minha barba, aqui você não vai entrar.”
O lobo sem se deixar abalar com a resposta, retrucou:
“Então vou soprar, e vou bufar, e vou sua casa arrebentar.”
E soprou, soprou, bufou, bufou, a casa foi pelos ares. O porquinho no entanto, era rápido, e saiu correndo para dentro da mata tão depressa que por mais que tentasse o lobo não conseguiu capturá-lo.
O segundo porquinho encontrou um homem com um feixe de tojo e disse:
“Por favor, meu bom homem, me dê um tanto desse tojo para que eu possa construir a minha casinha.”
O homem assim o fez e o porquinho, mais do que depressa, construiu a sua casinha.
Mas não tardou e o lobo apareceu e disse:
“Porquinho, porquinho, deixe-me entrar”.
“Não, não, pelos fios de minha barba, aqui você não vai entrar.”
“Então vou soprar, e vou bufar, e vou sua casa arrebentar.”
E soprou, soprou, bufou, bufou e a casa foi pelos ares, mas tal como seu irmão esse porquinho também era ágil, ou essa agilidade era apenas o instinto natural de sobrevivência? Não sei, o que sei é que ele correu feito um louco pra dentro da floresta e o lobo mais uma vez não pode encher a barriga com os porquinhos dessa família!
O terceiro porquinho vinha andando pelo seu caminho quando encontrou um homem que fabricava tijolos, e disse:
“Por favor, meu bom homem, me dê um tanto desses tijolos para que eu possa construir a minha casinha.”
O homem tinha sobrando e de bom grado deu muitos tijolos para o porquinho. Satisfeito, o porquinho estava tratando de reunir todo material que ganhara quando surgiram da mata seis dois irmãos, chorando, traumatizados.
“O que aconteceu irmãozinhos”, perguntou-lhe, “porque tanta tristeza?”
E os dois infelizes relataram tudo que tinha lhes acontecido, o lobo, suas casas destruídas e a intenção do lobo de fazer deles o seu almoço.
“Não se preocupem mais irmãos, tenho tijolos, este material é mais forte, sólido, vamos fazer nossa casinha com eles, e essa o lobo não poderá destruir!”
Sem perda de tempo trataram de construir sua sólida casinha. Não tardou e o lobo apareceu outra vez, e tal como fizera com os outros dois porquinhos, disse:
“Porquinho, porquinho, deixe-me entrar”.
“Não, não, pelos fios de minha barba, aqui você não vai entrar.”
“Então vou soprar, e vou bufar, e vou sua casa arrebentar.”
E ele soprou, e bufou, e soprou, e bufou, e bufou e soprou mais ainda, até ficar roxo e perder o fôlego, mas a casa não caiu. Então ele percebeu que essa casa era mais forte e que por mais que soprasse não conseguiria destruí-la. Pôs a cabeça para funcionar e teve uma, e disse:
 “Porquinho, perdi a paciência com você. Não vou esperar mais, vou entrar pela chaminé e devorá-lo, assim como fiz com seus irmãos!”
“Mentiroso” gritou o porquinho, “você não é de nada, não devorou meus irmãos, eles estão aqui comigo!” E os dois irmãos gritaram d dentro da casa para que o lobo pudesse ouvi-los. Enquanto isso o porquinho esperto pendurou um caldeirão cheio d’água na lareira acessa com um fogo bem alto. O lobo, cada vez mais furioso, começou a descer pela chaminé, e estava tão cego de ódio que nem viu a panela. Assim que tocou a água fervente deu um grito e saltou tão alto que voou pela chaminé, indo cair próximo à casa dos porquinhos. Bem nesse instante passavam por ali caçadores, que ao verem aquele lobo furiosos rapidamente o mataram, deixando os três irmãozinhos e todos os habitantes daquele lugar livres para sempre dos ataques do lobo.








O LOBO E OS SETE CABRITINHOS
de Jakob e Wilhelm Grimm



"Era uma vez uma cabra que tinha sete cabritinhos. Ela os amava com todo o amor que as mães sentem por seus filhinhos. Um dia, ela teve que ir à floresta em busca de alimento. Então, chamou os cabritinhos e lhes disse:

- Queridos filhinhos, preciso ir à floresta. Tenham muito cuidado por causa do lobo. Se ele entrar aqui, vai devorá-los todos. É seu costume disfarçar-se, mas vocês o reconhecerão pelas sua voz rouca e por suas patas pretas.
Os cabritinhos responderam:
- Querida mãezinha, pode ir descansada, pois teremos muito cuidado.

A cabra baliu e foi andando despreocupada. Não se passou muito tempo e alguém bateu à porta dizendo:
- Abram a porta, queridos filhinhos. A mamãe está aqui e trouxe uma coisa para cada um de vocês.
Os cabritinhos perceberam logo que era o lobo, por causa de sua voz rouca, e responderam:
- Não abriremos a porta, não! Você não é nossa mãezinha. Ela tem uma voz macia e agradável. A sua é rouca. Você é o lobo!

O lobo, então, foi a uma loja, comprou uma porção de giz e comeu-os para amaciar a voz. Voltou à casa dos cabritinhos, bateu à porta, e disse:
- Abram a porta, meus filhinhos. A mamãe já voltou e trouxe um presente para cada um de vocês.
Mas o lobo tinha posto as patas na janela e os cabritinhos responderam:
- Não abriremos a porta, não! Nossa mãe não tem patas pretas como as suas. Você é o lobo.

O lobo foi à padaria e disse ao padeiro:
- Tenho as patas feridas. Preciso esfregá-las em um pouco de farinha. O padeiro pensou consigo mesmo: "O lobo está querendo enganar alguém". E recusou-se a fazer o que ele pedia. O lobo, porém, ameaçou devorá-lo e o padeiro, com medo, esfregou-lhe bastante farinha nas patas.

Pela terceira vez, foi o lobo bater à porta dos cabritinhos:
- Meus filhinhos, abram a porta. A mãezinha já está aqui, de volta da floresta, e trouxe uma coisa para cada um de vocês.
Os cabritinhos disseram:
- Primeiro mostre-nos suas patas, para vermos se você é mesmo nossa mãezinha.
O lobo pôs as patas na janela e, quando eles viram que eram brancas, acreditaram e abriram a porta.

Mas, que surpresa!!! Ficaram apavorados quando viram o lobo entrar. Procuraram esconder-se depressa. Um entrou debaixo da mesa; outro meteu-se na cama; o terceiro entrou no fogão; o quarto escondeu-se na cozinha; o quinto, dentro do guarda-louça; o sexto, embaixo de uma tina, e o sétimo, na caixa do relógio. O lobo os foi achando e comendo, um a um. Só escapou o mais moço, que estava na caixa do relógio.

Quando satisfez o seu apetite, saiu e, mais adiante, deitou-se num gramado. Daí a pouco pegou no sono. Momentos depois, a cabra voltou da floresta. Que tristeza a esperava! A porta estava escancarada. A mesa, as cadeiras e os bancos, jogados pelo chão. As cobertas e os travesseiros, fora das camas. Ela procurou os filhinhos, mas não os achou. Chamou-os pelos nomes, mas não responderam. Afinal, quando chamou o mais moço, uma vozinha muito sumida respondeu:
- Mãezinha querida, estou aqui, no relógio.

Ela o tirou de lá, e ele lhe contou tudo o que havia acontecido. A pobre cabra chorou ao pensar no triste fim de seus filhinhos!!! Alguns minutos depois, ela saiu e foi andando tristemente pela redondeza. O cabritinho acompanhou-a. Quando chegaram ao gramado, viram o lobo dormindo, debaixo de uma árvore. Ele roncava tanto que os galhos da árvore balançavam. A cabra reparou que alguma coisa se movia dentro da barriga do lobo.
- Oh! Será possível que meus filhinhos ainda estejam vivos, dentro da barriga do lobo? pensou ela falando alto.

Então, o cabritinho correu até sua casa e trouxe uma tesoura, agulha e linha. Mal a cabra fez um corte na barriga do lobo malvado, um cabritinho pôs a cabeça de fora. Ela cortou mais um pouco e os seis saltaram, um a um. Como ficaram contentes!!! Cada qual queria abraçar mais a mamãe. Ela também estava radiante, contudo, precisava acabar a operação antes que o lobo acordasse. Mandou que os cabritos procurassem umas pedras bem grandes. Quando eles as trouxeram, ela as colocou dentro da barriga do bicho e coseu-a rapidamente. Daí a momentos, o lobo acordou. Como sentisse muita sede, levantou-se para beber água no poço. Quando começou a andar, as pedras bateram, umas de encontro às outras, fazendo um barulho esquisito. O lobo pôs-se a pensar:

"Estavam bem gostosinhos
Os cabritos que comi.
Mas depois, que coisa estrranha!
Que enorme peso senti!"


Quando chegou ao poço e se debruçou para beber água, com o peso das pedras, caiu lá dentro e morreu afogado. Os cabritinhos, ao saberem da boa notícia, correram e foram dançar, junto ao poço, cantando, todos ao mesmo tempo":

"Podemos viver,
Sem ter mais cuidado.
O lobo malvado morreu,
No poço afogado."
 




Luva Seu Lobato 

SEU LOBATO

SEU LOBATO TINHA UM SÍTIO IA IA Ô
E NO SEU SÍTIO TINHA UM CACHORRINHO
IA IA Ô
ERA AU AU AU AU  PRA CÁ
ERA AU AU AU AU PRA LÁ
ERA AU AU AU AU PRA TODO LADO IA IA  Ô

SEU LOBATO TINHA UM SÍTIO IA IA Ô
E NO SEU  SITIO TINHA UMA  GALINHA
IA IA Ô
ERA  CÓ CÓ CÓ  PRA CÁ
ERA CÓ CÓ CÓ  PRA LÁ
ERA CÓ CÓ CÓ  PRA TODO LADO IA IA Ô.

SEU LOBATO TINHA UM SÍTIO IA IA Ô
E NO SEU SÍTIO TINHA UM GATINHO
IA IA Ô
ERA  MIAU MIAU MIAU PRA CÁ
ERA MIAU MIAU MIAU PRA LÁ
ERA MIAU MIAU MIAU  PRA TODO LADO
IA IA Ô

SEU LOBATO TINHA UM SÍTIO IA IA Ô
E NO SEU SÍTIO TINHA UM CABRITINHO 
IA IA Ô
ERA  BÉ  BÉ BÉ  PRA CÁ
ERA BÉ BÉ BÉ PRA LÁ
ERA BÉ BÉ BÉ   PRA TODO LADO
IA IA Ô


SEU LOBATO TINHA UM SÍTIO IA IA Ô
E NESSE  SÍTIO TINHA UM PINTINHO
IA IA Ô
ERA PIU PIU PIU PRA CÁ
ERA PIU PIU PIU PRA LÁ
ERA PIU PIU PIU PRA TODO LADO
IA IA Ô.






domingo, 22 de janeiro de 2012

Sugestões para contos: " A Cabra Cabrez" e "A tartaruga e a lebre"


 Frente: coelho
 Avesso: Cabra  Cabrez

Certa vez um Coelhinho muito branquinho, muito branquinho, acordou, se espreguiçou e disse cheio de alegria:
- Que lindo dia ! Que lindo dia ! Vou colher umas cenouras para fazer o meu caldinho.
E assim dizendo ele saiu correndo.
Por onde ele passava a bicharada alegre perguntava:
- Onde vais com tanta pressa,
Coelhinho bonitinho?
- Vou colher umas cenouras
Pra fazer o meu caldinho!
E assim, tempos depois, o Coelho voltou todo feliz carregado de cenouras até a ponta do nariz.
Mas quando tentou entrar em sua toquinha...
Vejam só o que encontrou:
- Beeé, Beeé.
Bem lá no fundo brilhando estavam dois grandes olhos espiando para fora muito espantados.
- Beeé, Beeé.
Era o Cabra Cabrez, que lá estava de olhos arregalados.
- EU SOU O CABRA CABREZ VAI EMBORA COELHINHO, QUE DE UM EU FAÇO TRÊS.
- Aí, que susto, que perigo e agora ? Como é que eu vou entrar na minha toquinha ? Ahh, já sei, vou chamar um amigo para me ajudar.
O coelhinho muito aflito chamou o Cabrito e o Cabrito foi chegando e foi berrando:
- Meeé, Meeé !
Mas, o Cabra Cabrez, nem se assustou e ainda berrou:
- EU SOU O CABRA CABREZ VAI EMBORA CABRITINHO, QUE DE UM EU FAÇO TRÊS.
E o Cabritinho saiu correndo, tremendo, tremendo, de medo.
Mas, o Coelhinho não desanimou, ele foi bem devagarinho e chamou o Boi. O Boizinho veio e mugiu, mugiu:
- Muuú, Muuú !
Mas, o Cabra Cabrez nem ouviu e ainda berrou:
- EU SOU O CABRA CABREZ VAI EMBORA SEU BOIZINHO, QUE DE UM EU FAÇO TRÊS.
E o Boizinho saiu correndo, tremendo, tremendo de medo.
Coitado do Coelhinho, muito assustado entrou pelo mato e foi chamar o Gato.
E o Gatinho foi chegando e foi miando:
- Miau, Miau !
Mas o Cabra Cabrez nem se assustou e ainda berrou:
- EU SOU O CABRA CABREZ VAI EMBORA SEU GATINHO, QUE DE UM EU FAÇO TRÊS.
E o Gatinho saiu correndo, tremendo, tremendo de medo.
E o Coelhinho cada vez mais assustado subiu o morro e chamou o cachorro.
E o Cachorrinho chegou latiu e latiu:
- Au, Au !
Mas o Cabra Cabrez nem ouviu e ainda berrou:
- EU SOU O CABRA CABREZ VAI EMBORA CACHORRINHO, QUE DE UM EU FAÇO TRÊS.
E o Cachorrinho saiu correndo, tremendo, tremendo de medo.
Coitadinho do Coelhinho desanimado começou a chorar:
- Ai, Ai, Ai, eu não posso mais entrar na minha toquinha, ai como eu sou infeliz, como eu sou.
Porém, nesse momento, um Mosquitinho bem pequenininho pousou na ponta do seu nariz e fez:
- Zum, Zum ! Não chore Coelhinho eu vou tirar o Cabra Cabrez de sua toca.
- Você um Mosquitinho, tão pequenininho, não pode ser.
- Pode sim, você vai ver.
E assim dizendo o Mosquitinho foi bem devagarinho e entrou de uma vez lá no fundo do ouvido do Cabra Cabrez e começou a fazer:
- Zum, Zum, Zum!
E o Cabra Cabrez começou a gritar:
- Socorro, Socorro, Socorro ! Estou perdido, que ZumZum é esse, que entrou no meu ouvido. Zum, Zum, Zum.
E saiu em disparada pelo meio da estrada.
E assim o Coelhinho todo feliz pode voltar para a sua toquinha carregado de cenouras até a ponta do nariz.
E a noite chegou o Cabritinho - Meeé, Meeé, o Boizinho - Muuú, Muué , o Gatinho - Miau, Miau , o Cachorrinho - Au, Au e o Mosquitinho - Zum, Zum e fizeram a mais bonita festa, que já se viu no meio da floresta.
O cabrito berrou!
O boizinho mugiu!
O gato miou!
O cachorro latiu!
Mas o zum-zum-zum
Do mosquitinho
Pôs o Cabra-Cabrez
A correr pelo caminho!



 Frente:  a tartaruga

 Avesso: a lebre

 A LEBRE E A TARTARUGA


Um dia a Lebre encontrou a Tartaruga e ridicularizou o seu passo lento e miudinho.
- Muito bem - respondeu a Tartaruga sorrindo. – Apesar de seres tão veloz como o vento, vou ganhar-te numa corrida.
A Lebre, pensando que tal era impossível, aceitou o desafio. Resolveram entre elas que a raposa escolheria o percurso e seria o árbitro da corrida. No dia combinado, encontraram-se e partiram juntas.
A Tartaruga começou a andar no seu passo lento e miudinho, nunca parando pelo caminho, direto até à meta.
A Lebre largou veloz, mas algum tempo depois deitou-se à beira do caminho e adormeceu. Quando acordou, recomeçou a correr o mais rapidamente que pode. Mas já era tarde... Quando chegou à meta, verificou que a Tartaruga tinha ganho a aposta e que já estava a descansar confortavelmente.

Moral da história:
Devagar mas com persistência completará todas as tarefas.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Sugestões para conto" O casamento da Dona Baratinha" e "A cigarra e a Formiga"

 ( frente)

 ( avesso)

O Casamento da Dona Baratinha

Era uma vez uma baratinha que varria o salão quando, de repente, encontrou uma moedinha:
- Obá! Agora fiquei rica, e já posso me casar!
Este era o maior sonho da Dona Baratinha, que queria muito fazer tudo como tinha visto no cinema:
Então, colocou uma fita no cabelo, guardou o dinheiro na caixinha, e foi para a janela cantar:
- Quem quer casar com a Dona Baratinha, que tem fita no cabelo e dinheiro na caixinha?
Um ratinho muito interesseiro estava passando por ali, e ficou imaginando o grande tesouro que a baratinha devia ter encontrado para cantar assim tão feliz.
Tentou muito chamar sua atenção e dizer: "Eu quero! Eu quero!" Mas ele era muito pequeno e tinha a voz muito fraquinha e, enquanto cantava, Dona Baratinha nem ouviu.
Então chegou o , com seu latido forte, foi logo dizendo: - Eu quero! Au! Au!
Mas, Dona Baratinha se assustou muito com o barulhão dele, e disse:
- Não, não, não, não quero você não, você faz muito barulhão!
E o cachorrão foi embora.
O ratinho pensou: agora é minha vez! Mas...
- Eu quero, disse o elefante.
Dona Baratinha, com medo que aquele animal fizesse muito barulho, pediu que ele mostrasse como fazia. E ele mostrou:
- Não, não, não, não quero você não, você faz muito barulhão!
E o elefante foi embora.
O ratinho pensou novamente: "Agora é a minha vez!", mas...
Outro animal já ia dizendo bem alto: "Eu quero! Eu quero!"
E Dona Baratinha perguntou:
- Como é o seu barulho?
- GRRR!
- Não, não, não, não quero você não, você faz muito barulhão!
E vieram então vários outros animais: o rinoceronte, o leão, o papagaio, a onça, o tigre ... A todos Dona Baratinha disse não: ela tinha muito medo de barulho forte.
E continuou a cantar na janela:
- Quem quer casar com a Dona Baratinha, que tem fita no cabelo e dinheiro na caixinha?
Também veio o urso, o cavalo, o galo, o touro, o bode, o lobo, ... nem sei quantos mais.
A todos Dona Baratinha disse não.
Já estava quase desistindo de encontrar aquele com quem iria se casar.
Foi então que percebeu alguém pulando, exausto de tanto gritar: "Eu quero! Eu quero!"
- Ah! Achei alguém de quem eu não tenho medo! E é tão bonitinho! - disse a Dona Baratinha. Enfim, podemos nos casar!
Então, preparou a festa de casamento mais bonita, com novas roupas, enfeites e, principalmente, comidas.
Essa era a parte que o Ratinho mais esperava: a comida.
O cheiro maravilhoso do feijão que cozinhava na panela deixava o Ratinho quase louco de fome. Ele esperava, esperava, e nada de chegar a hora de comer.
Já estava ficando verde de fome!
Quando o cozinheiro saiu um pouquinho de dentro da cozinha, o Ratinho não aguentou:
- Vou dar só uma provadinha na beirada da panela, pegar só um pedacinho de carne do feijão, e ninguém vai notar nada...
Que bobo! A panela de feijão quente era muito perigosa, e o Ratinho guloso não devia ter subido lá: caiu dentro da panela de feijão, e nunca mais voltou.
Dona Baratinha ficou muito triste que seu casamento tenha acabado assim.
No dia seguinte, decidiu voltar à janela novamente e recomeçar a cantar, mas...
Desta vez iria prestar mais atenção em tudo o que era importante para ela, além do barulhão, é claro!
- Quem quer casar com a Dona Baratinha, que tem fita no cabelo e dinheiro na caixinha?
FIM


( frente )
( avesso)


A cigarra e a formiga

Era uma vez uma cigarra que vivia saltitando e cantando pelo bosque, sem se preocupar com o futuro. Esbarrando numa formiguinha, que carregava uma folha pesada, perguntou: 
- Ei, formiguinha, para que todo esse trabalho? O verão é para gente aproveitar! O verão é para gente se divertir!
 
- Não, não, não! Nós, formigas, não temos tempo para diversão. É preciso trabalhar agora para guardar comida para o inverno.
 
Durante o verão, a cigarra continuou se divertindo e passeando por todo o bosque. Quando tinha fome, era só pegar uma folha e comer.
 
Um belo dia, passou de novo perto da formiguinha carregando outra pesada folha.
 
A cigarra então aconselhou: 
- Deixa esse trabalho para as outras! Vamos nos divertir. Vamos, formiguinha, vamos cantar! Vamos dançar! 
A formiguinha gostou da sugestão. Ela resolveu ver a vida que a cigarra levava e ficou encantada. Resolveu viver também como sua amiga. 
Mas, no dia seguinte, apareceu a rainha do formigueiro e, ao vê-la se divertindo, olhou feio para ela e ordenou que voltasse ao trabalho. Tinha terminado a vidinha boa. 
A rainha das formigas falou então para a cigarra: 
- Se não mudar de vida, no inverno você há de se arrepender, cigarra! Vai passar fome e frio. 
A cigarra nem ligou, fez uma reverência para rainha e comentou: 
- Hum!! O inverno ainda está longe, querida! 
Para cigarra, o que importava era aproveitar a vida, e aproveitar o hoje, sem pensar no amanhã. Para que construir um abrigo? Para que armazenar alimento? Pura perda de tempo.
Certo dia o inverno chegou, e a cigarra começou a tiritar de frio. Sentia seu corpo gelado e não tinha o que comer. Desesperada, foi bater na casa da formiga. 
Abrindo a porta, a formiga viu na sua frente a cigarra quase morta de frio. 
Puxou-a para dentro, agasalhou-a e deu-lhe uma sopa bem quente e deliciosa. 
Naquela hora, apareceu a rainha das formigas que disse à cigarra: - No mundo das formigas, todos trabalham e se você quiser ficar conosco, cumpra o seu dever: toque e cante para nós.
Para cigarra e paras formigas, aquele foi o inverno mais feliz das suas vidas. 

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Sugestão para hora do conto "João e Maria"

   Fantoche da  Bruxa                                         
Na  Frente :  fantoche da Maria

Atrás : fantoche do João 


Fantoche:  frente Maria, atrás João  e no avesso a  Bruxa


João e Maria
Era uma vez um menino chamado João e sua irmã Maria, que moravam em uma casa perto da floresta.
Um dia, sua mãe pediu que fossem buscar galhos secos para acender o fogo. Não pecisavam trazer muitos, apenas o bastante para acender a lareira.
- Não vão muito longe. Os galhos que temos aqui perto já servem, não vão se perder por aí...
- Pode deixar, mamãe, vamos voltar logo!
E lá se foram os dois procurar gravetos secos por ali, entre várias brincadeiras. Não queriam ir longe, mas estavam tão curiosos com a floresta que resolveram arriscar só um pouquinho.
Maria teve uma idéia genial: foi marcando todo o caminho, para saber por onde voltar: assim não iriam se perder. E brincaram à vontade.
Já estava querendo escurecer quando resolveram voltar. Maria foi logo procurando os pedacinhos de pão que deviam estar marcando o caminho, mas...
Os passarinhos que moravam ali estavam achando ótimo aquele lanchinho, e não deixaram nem um miolinho de pão sobrar. Não havia como achar o caminho de volta para casa. A idéia de marcar o caminho tinha sido ótima, mas não com pedacinhos de pão.
- Agora estamos os dois com fome e perdidos!
Andaram de um lado para outro, mas nada de encontrar o caminho de casa, cada vez mais escuro.
A noite já tinha chegado, quando João teve uma boa idéia:
- Vou subir na árvore mais alta e ver se encontro alguma casa para passarmos a noite.
Maria achou ótimo, pois já estava muito assustada com os ruídos da noite na floresta. E João encontrou alguma coisa:
- Tem uma luz daquele lado! Vamos lá ver!
Os dois correram na direção da luz acesa da casa mais próxima.
Ao chegarem, viram uma velhinha que parecia muito boazinha e sorridente.
- Venham cá! Venham, meus amiguinhos. Aqui vão encontrar muita comida gostosa.
(os dois estavam morrendo de fome)
Então viram a casa de perto:
- Uuuuau!
As paredes eram de chocolate com castanhas, o telhado era de brigadeiro, as portas de biscoito fresquinho, as janelas de gelatina, tudo enfeitado com caramelo, sorvete e balas coloridas. Uhmmm!
- Comam tudo, meus amiguinhos, é para vocês. Depois podem descansar em camas fofinhas e bem quentinhas. Amanhã acharemos a casa de vocês.
E os dois obedeceram contentes, e acabaram dormindo cansados de um dia tão cheio.
Acordaram antes do sol nascer, pensando que estavam na maravilhosa casa de doces.
Mas, que nada:
A casa tinha desaparecido como se fosse mágica. Em seu lugar havia uma horrível casa de bruxa, com morcegos e tudo.
Uma gargalhada terrível vinha da escada, por onde chegou a bruxa malvada com sua coruja:
- Pensaram que iam escapar, não? Vão ficar presos aqui para sempre, e nunca mais vou deixar que voltem para casa. Ha! Ha! Ha!
A bruxa mandou Maria para a cozinha preparar comida para todos: agora ela era a empregada da casa. Tinha que fazer todo o serviço, se não...
Prendeu João numa gaiola e disse:
- Menino: trate de ficar bem gordinho! Quando estiver pronto, vai virar o meu jantar especial. Ha! Ha! Ha!
Maria foi a primeira a reparar que a bruxa malvada não enxergava bem. Tudo ela trazia bem perto dos olhos para ver direito.
Para saber se João estava engordando bem, toda noite chamava o menino e mandava que mostrasse o seu dedinho da mão. Apertava bem, e dizia que ainda estava muito magrinho.
- Maria! Faça mais comida! Ele tem que engordar. Depressa!
João, preso na gaiola já nem sentia fome, de tão triste que estava. Queria voltar a ser livre, correr solto com seus amigos e brinquedos. Lembrava bem como isso era bom.
Maria tentava encontar uma saída para os dois, enquanto fazia o serviço sem nenhum brinquedo. Tinha saudades de tudo em casa mas, como enganar a bruxa e fugir?
Foi na cozinha que teve uma idéia:
Colocou para assar no espeto uma galinha, escondendo um ossinho comprido e bem fininho.
Quando levou a comida para João, disse a ele bem baixinho, para a bruxa não escutar:
- Esconda este ossinho para fingir que é seu dedo bem magrinho e enganar a bruxa. Ela não enxerga quase nada...
- Quietos aí! Quem disse que podem conversar?
Desse dia em diante, João sempre mostrava o ossinho para a bruxa apertar quando ela queria saber se ele já estava bem gordinho.
- Maria! Esse menino está magro como um palito. Faça mais comida!
E Maria fazia muitas coisas para que os dois ficassem bem fortes para poder fugir.
Em toda parte, a menina procurava o lugar onde a bruxa escondia a chave da gaiola, mas não conseguia encontrar.
Tudo agora dependia da força de João para fugirem dali.
Naquela noite, João se esforçou muito, e acabou conseguindo soltar a grade da gaiola. Tinha ficado bem forte, e a bruxa nem sabia disso.
Os dois correram para se esconder na floresta antes que a bruxa acordasse.
Na luz do dia, conseguiram achar o caminho de casa, e nunca mais voltaram naquele lado da floresta.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Sugestão: martelo feito com sucata

O martelo é feito com garrafa pet, jornal, retalhos de E.V.A. ou qualquer outro material  para colocar dentro da garrafinha ( papel crepon, papel picado....) . Para fazer o cabo do martelo foi usado jornal enrolado  e passado fita durex  larga.

Música da Xuxa: Guto Bate Com o Martelo

Guto bate com um martelo um martelo um martelo
Guto bate com um martelo
 Então bate com dois
Guto bate com dois martelos dois martelos dois martelos
Guto bate com dois martelos
Então bate com tres
Guto bate com tres martelos tres martelos tres martelos
Guto bate com tres martelos
Então bate com quatro
Guto bate com quatro martelos quatro martelos quatro martelos
Guto bate com quatro martelos
Então bate com cinco
Guto bate com cinco martelos cinco martelos cinco martelos
Guto bate com cinco martelos
E depois vai dormir

(também pode cantar  trocando o  nome  do Guto por nome dos alunos)

Sugestões de brincadeiras, brinquedos e atividades feitos com sucatas para divertir a gurizada nas férias

 Bonequinhos feitos com potes, tampinhas   e arame para prender as tampinhas (também pode usar cordão para prender as tampinhas)

 Bateria de sucatas feito com latas, cabo de vassoura, jornal e arame para prender as latas

 Cachorro  feito com caixa de leite e cartolina. Contar a história do "Homero"

 Jogo dos  movimentos : espalhar as placas no chão , cantar ou colocar música de cd,  quando a música parar  as crianças devem  parar na posição desenhada na placa.

 Jogo das formas geométricas: espalhar as placas no chão e as crianças criam  desenhos com as formas: casa, carrinho, trem..... ( triângulo, retângulo, circulo e quadrado)

  Girafa feita com garrafa pet, jornal, papel contat colorido.
Contar a história da " A girafa sem sono" e "A girafinha Flor faz uma descoberta"

 Fantoche de árvore feito com caixa de leite, jornal pintado com tinta têmpera.
Contar a história da "A árvore rabugenta"


 Bichinhos divertidos - feitos com tnt e arroz para a brincadeira  de equilíbrio ( caminhar  com o bichinho na cabeça para manter o equilíbrio) 

 Caminho das sensações - feitos com papelão e decorados com algodão, arroz, sagú, lixa, carpete, milho. E.V.A., feijão...., espalhar no chão e as crianças  caminham em cima .

 Quebra-cabeça gigante - menino e menina


Jogo do quadrado -   espalhar as placas de E.V.A  em formato de quadrado e  a professora  mostra as fichas com movimentos e as crianças , em cima do quadrado,  fazer os movimentos das fichas  ( pular, abaixar, ficar em um pé, abrir as pernas e levantar os braços....)


Dados da alegria: jogar os dados e realizar o comando mostrado no  dado 

 Histórias da vovó: no saco branco esta cheio de objetos, contar a história retirando os objetos de dentro do saco branco. ( relógio, óculos, prendedor de cabelo, camiseta, caneta, carteira, bolinha....)

 Bilboque feito com garrafa pet. 
Contar a história "Era uma vez..." , "Dona sapuda e  seus  filhotes"

 Acerte a onça : Onça feita com caixa de capacete,  as patas com caixa de leite e decorada com papel dobradura e E.V.A.  Jogar  bolas feitas com meias ( bola de meia)   dentro da  boca da onça. Contar a história  "A onça e o coelho".
Jogo da velha feito com jornal.

 

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